segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Um Amor Quase Impossível

É com prazer que abro esse espaço no meu blog para publicação de amigos e outros autores. 
Inicio esse espaço com a publicação de uma autora mirim muito especial 
para mim, Fernada Pio Fernades.


Era uma  vez dois reinos, um rico e outro pobre. No reino rico existia uma princesa  e no outro  reino existia um príncipe e o nome deles era Luci e Boé. Um dia era o aniversário da princesa.  Estavam preparando as coisas, quando a princesa estava descendo as escadas ouviu seu pai, sua mãe e outras pessoas do outro reino que ela tinha que se casar com Boé. Ela subiu rapidamente as escadas tristemente e trancou a porta do quarto. 
No dia seguinte, era o aniversário dela. Mas só faltava encher os balões de coração. A Princesa chegou para encher um pouco dos balões quando conheceu Carlos. Eles conversaram quase o dia inteiro, então foram dançar valsa, quando acabou Luci ficou triste, porque queria um dia ver Carlos de novo. Num outro dia Luci estava caminhando triste quando viu Carlos, foi como um sonho. Depois desse dia, eles se encontraram várias vezes secretamente. 
Até o dia em que Boé descobriu  e contou para o Rei. Mas o Rei nem ligou e falou: 
-Saia daqui!
O Rei achou que era  mentira de Boé. Assim ele foi embora, mas não desistiu, foi atrás de Carlos. Ele procurou pela Vila toda, mas não achou. Já era de noite, então Boé foi dormir.
No dia seguinte, Boé continuou a procurar. Quando achou Carlos, Boé correu para o castelo e avisou o Rei que passou a acreditar, e disse:
-Cortem a cabeça de Carlos!
A Luci ficou tão triste que chegou a desmaiar. Boé ficou preocupado e Carlos ficou mais preocupado ainda. Mas Carlos se entregou, porque ele tinha um plano...
Quando foram cortar a cabeça de Carlos, ele escapou colocando um melão no lugar de sua cabeça. Em seguida, pegou a Princesa e correu para casa. A Luci ficou feliz e Boé ficou bravo e disse:
-Eu vou matar Carlos!
Luci ficou muito feliz ao lado de Carlos, eles se beijaram e conseguiram escapar. Carlos adorou ficar um tempo com a Luci. 
Eles já estavam dormindo, quando Boé apareceu. Ele pensou que a Princesa ficaria feliz ao vê-lo, mas na verdade ela ficou triste, porque quem a fazia feliz era Carlos, ela o amava. Por isso, assim que pode , a Princesa foi atrás de Carlos de novo. Carlos pediu Luci em casamento que aceitou e disse:
-Amo você demais! 
Enquanto os dois se beijava, Boé chegou e feriu Carlos que, apesar do susto, não morreu. Mas se tornou prisioneiro de Boé. A Luci não quis se casar com Boé.
O tempo passou, o Rei e a Rainha morrerão e a Luci tinha que escolher um Rei. Claro, ela escolheu Carlos, que por ordem de Luci, a nova Rainha, foi liberto. Eles se casaram. Carlos disse:
-Eu amo você Luci. 
Em seguida dançaram a valsa. Depois namoraram. Com o tempo tiveram filhos. E para que eles pudessem viver felizes para sempre Luci mandou prender Boé, para que nunca mais ele atrapalhasse a sua felicidade.

Texto e Ilustração: Fernanda Pio Fernandes



quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Crônicas de Três Sapecas Levados da Breca

Quando os meus Primos vão embora?
Chegamos da maternidade com os gêmeos nos braços,  a Fernanda em casa com 3 anos. Tudo era novidade para nós três.
Colocamos os bebês no carrinho, na sala, enquanto a Nanda assistia televisão. Não demorou e a choradeira dupla começou.
Nos revezávamos para atender as necessidades dos meninos, enquanto a Nanda aumentava o volume da televisão, para continuar ouvindo o desenho que estava assistindo, até então tranquilamente.
Num determinado momento quando a televisão já estava no volume máximo, ela nos olhou incomodada e perguntou:
- Quando é que os meus primos vão embora?
-Filha, eles são seus irmãos e vieram para ficar.
Essa situação foi só o começo de uma série de outras histórias.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Crônicas de Três Sapecas Levados da Breca_Gravidez dos Gêmeos


ELA SEMPRE SOUBE!

Era finalzinho de dezembro, recebemos a novidade com entusiasmo, estávamos grávidos! Depois da mamãe e do papai, a Nanda com 2 anos e 9 meses foi a primeira a receber a notícia.

-Filha, você ganhará um irmãozinho ou irmãzinha. Mamãe está grávida.
-Eu sei!
Nos olhamos com certa surpresa e dissemos:
-Sabe? Que bom! Você acha que será um menino ou uma menina?
Pensativa ela respondeu: -Eu só sei que serão dois bebês, mas não sei se serão meninos ou meninas, ou um de cada... 
Eu a olhei bem nos olhos e disse:
-Filha , só para você entender, seres humanos não tem um monte de filhinhos igual aos bichinhos. Pode até acontecer, mas é muito difícil! Então nós teremos um único bebê.
Seus olhos lacrimejaram e ela desatou a chorar, muito brava! Eu pensei:” mas já está com ciúmes?! Que rápido! “
Tratei de pegá-la no colo e perguntei : 
-Por que você está chorando?
Sentida ela respondeu:
-Vocês não acreditam em mim. Eu sei que são dois bebês!
No momento me restou abraçá-la. Dias depois descobri que ela sempre soube mesmo...de fato o ultrassom confirmou serem gêmeos.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

As Fadas


De acordo com a lenda, as Fadas são antigas 
habitantes do planeta Terra, elas coexistem com 
a humanidade desde o princípio do homem.
 Dentre as suas funções para o equilíbrio da vida 
estão: o destino do homem; a realização das ambições 
mais profundas e cortar o fio da vida quando 
chega à morte. Porém, quando o equilíbrio do Planeta 
está ameaçado diante  do caos da natureza, provocado 
pelas atitudes dos homens, e a existência da humanidade 
é colocada em risco de extinção. O mundo vive um 
momento tão delicado, cujo desejo mais ambicioso 
das pessoas passa a ser a própria existência. 
As Fadas assumem mais uma responsabilidade : 
a de tocar o coração do homem, para que cada um 
se reconheça como responsável pela 
sua capacidade de escolha.

Texto: Shirlei Pio

Ilustração: Tania Martins

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Crônicas de Três Sapecas Levados da Breca_ "No Mercado"

Entramos no mercado com a Fernanda, ela ficou admirada com a quantidade de prateleiras e produtos.
Enquanto andávamos pelos corredores colocando no carrinho o que precisávamos, a Nanda continuava com aquele olhar surpreso.
A conduzimos até o corredor dos doces e dissemos:
-Escolha o que quiser.
Ela continuava a olhar e andar, saindo do corredor dos doces, ela toda contente anunciou:
-Achei!- e toda contente pegou um pacote de linguiça calabresa e outro de macarrão.
Com bastante estranheza perguntei:
-Filha tem certeza que você não quer um doce?
-Tenho mamãe, adoro macarrão com linguiça.
Acredito que ela só não pegou os brócolis porque não viu.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

O Mundo Retangular de Otávio

O mundo é redondo! No entanto para Otávio o mundo era retangular.
As pessoas comentavam:
-Ele é um menino das cavernas.
Pois eu afirmo, ou melhor nego:
-Não! Com certeza ele mora em um apartamento.
Outro dizia:
-Ele tem problemas.
Eu respondo:
- Problemas? Quem não os tem?
Mais um opinava:
-Esse menino é louco?
Eu encerro o assunto dizendo:
-Louco? É! Também acredito que Otávio seja louco...
Esclareço definitivamente, Otávio é um menino que mora em um apartamento, que tem problemas como todo mundo e que é louco por televisão.
Toda manhã ele acorda apressado com o toque do celular despertando, escova os dentes, toma café bem rápido para não se atrasar para o seu importante compromisso: assistir televisão. Só depois ele toma banho, almoça com muito desânimo e veste-se para enfrentar mais uma batalha dolorosa: ir à escola.
Para o menino as aulas são em preto e branco, além delas não terem cor, são sem graça e os movimentos são em câmera lenta.
Depois da escola a diversão fica por conta do vídeo - game.
Assim é a vida de Otávio, enxergar a vida pela televisão, sem se mexer.
As pessoas continuavam a comentar:
“É uma pobre criança, vive trancada num apartamento.” outro dizia:“ As outras crianças até tentam brincar com ele, mas antes mesmo que se consiga dizer qual é a brincadeira do dia , Otávio já diz:  Nãããooooo!”
A história de Otávio poderia terminar aqui, se não fosse por uma manhã que tinha tudo para ser igual a todas as outras. Porém enquanto assistia televisão, ela simplesmente apagou extremamente curioso o garoto se aproximou para descobrir o que havia acontecido, quando ele percebeu lá estava ele, dentro da televisão, como que por encanto, vivendo dentro do mundo retangular.
A primeira vista parecia o lugar perfeito para um menino louco por televisão. Só que agora lá dentro, ele assistia a vida do mundo redondo: crianças brincando, o vento soprando, o sol aquecendo, era a primeira vez que prestava atenção no colorido do céu, das flores, observava as pessoas conversando e a alegria de umas dizendo a outras o quanto se amavam...
Em sua cabeça as aulas de matemática de repente começaram a fazer sentido, pois calculava o tempo perdido, bem como as coisas que deixou de fazer, agora lá estava ele prisioneiro do único mundo no qual ele quis conhecer.
Otávio se lamentou:
-Ah! Se eu tivesse outra chance, com certeza faria tudo diferente!
Só agora ele entendia que a televisão é divertida, mas que o fazer deveria ser muito mais divertido do que viver vendo.
Quando o menino passou do lamento ao choro, o celular despertou, Otávio acordou muito assustado.
Aquele sonho foi muito forte, mas a chance que ele tanto queria estava ali, era uma nova manhã e sua primeira decisão foi chamar os outros meninos para brincar.
Desse dia em diante ficou muito difícil contar a história de Otávio, pois a cada manhã que se passa ele descobre mais um prazer daqueles de quem vive no mundo redondo. 

Texto utilizado em ATPC e publicado pelo site da Diretoria de Ensino Leste 4 e Diretoria de Ensino Presidente Prudente.


domingo, 24 de janeiro de 2016

Crônicas de Três Sapecas Levados da Breca

Olá Galera! Estou iniciando o meu Blog. 
Aqui eu vou dividir com vocês as minhas histórias!
O primeiro texto que vou publicar faz parte da série "Crônicas de três Sapecas levados da Breca"

Introdução


Estas histórias reais vieram ao meu encontro junto com a doce função da maternidade. Nossa família foi presenteada em primeiro lugar com a presença da Fernanda (nossa Nanda) em 2007. Em 2010 fomos presenteados duplamente com os gêmeos Eduardo e Diego (nossos Duzinho e Di).

Sempre trabalhei como professora iniciando a carreira pela educação infantil, passando rapidamente pelos Anos Iniciais, posteriormente me firmando profissionalmente como professora de Língua Portuguesa dos Anos Finais.
A paixão pela leitura e posteriormente pela escrita, me são velhas companheiras. Tendo acontecido a 1ª publicação em 2005, também no gênero literatura infantil. E as publicações mais recentes, em 2015. Dentre elas, Crônicas em sites de Educação e dois E-books.
Acredito que seja na infância que nos tornamos leitores, talvez seja essa crença que me faça “viajar” no mundo da imaginação, onde tudo é possível. Quando a história é boa, ela simplesmente é boa agradando de 0 a 100 anos.
Mas que fique bem claro, as histórias que se seguirão não são ficção, assim como esses três sapecas, nos quais tenho o prazer de chama-los de filhos. 
Seja você leitor muito bem vindo ao nosso cotidiano familiar.

DE PERNAS PARA O AR

Voltei a trabalhar quando a Fernanda completou 10 meses de idade, não foi nada fácil. Porém tinha a consciência de que deveria continuar a viver, e um dos primeiros passos seria retomar minha atividade profissional.
Num dia em que sai para trabalhar, ela já estava com 1 ano e alguns meses, ela pintava em seu quarto e ao mesmo tempo jogava tudo o que estava em cima da mesa no chão.Olhei para ela e mais uma vez disse: “filha não é assim que se faz. Não quero nada espalhado pelo chão, quando eu voltar, a primeira coisa que farei é olhar como você deixou suas coisas.” Ela simplesmente me olhou e não disse nada.
Baseada em minha experiência como educadora fui trabalhar pensativa e dizia a mim mesma “não posso me esquecer de chegar em casa e como prometido verificar o quarto, até então só da Fernanda.” Pois é necessário que o que se diz a criança, se cumpra, seja na escola ou em casa.
Chegando em casa a primeira coisa que fiz foi me dirigir ao quarto acompanhada pela Fernanda, quando abri a porta fui surpreendida com uma cena inesperada. Então perguntei: “filha o que a mamãe te pediu antes de ir trabalhar?” Ela me encarou com seus lindos olhos claros e me disse: ”que você não queria nada no chão. Olha bem mamãe não tem nada no chão está tudo na mesa.”
Realmente estava tudo na mesa, que estava de cabeça para baixo com as pernas para o ar.

CUIDADO COM A FRIAGEM


A Fernanda estava com muita tosse, dor de garganta, febre, enfim coisas que toda criança tem. Antes de dormir passamos uma pomada para aquecer a sua garganta e ao mesmo tempo aliviar as vias aéreas. E a orientei: “meu amor caso você precise sair da cama, não ande descalça, pois você não pode pegar friagem por conta da pomada. Entendeu? Nada de colocar “os pés no chão”!” Simplesmente com um gesto afirmou ter entendido o apelo.
Passado alguns minutos começou vir do quarto um ruído estranho, mais do que depressa nos adiantamos até lá. Quando abrimos a porta, ela estava rastejando no chão. 
Imediatamente a pegamos no colo e aflitos perguntamos: “o que aconteceu? Você caiu, não está bem?”
Ela nos respondeu: “não é nada disso. Estou bem.” Tornamos a perguntar: “então por que você estava se rastejando no chão?”
Ela nos olhou com uma expressão de quem não estava acreditando no que estava ouvindo e disse: “vocês pediram para eu não andar com “os pés no chão”, eu queria fazer xixi e estava indo ao banheiro sem colocar os pés no chão.”
É bom pensar bem no sentido que as palavras podem ter para a criança.